Bem vindo ao Blog Según Galeano do Teatro de Senhoritas. Según Galeano é o novo processo do Teatro de Senhoritas. Estamos explorando o universo do escritor Uruguaio Eduardo Galeano através de "Missões" criadas por nós, ou sugeridas pelos colaboradores. Todo processo está sendo registrado aqui. As Missões estão escritas ao lado. Os vídeos estão nas páginas acima. Convidamos você a participar, comentar, questionar, sugerir missões e reflexões.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

então eu fiz uma reflexão (como diria a Gi Petty)

ontem depois do encontro-ensaio-café-filme fui ver a exposição do Hélio Oiticica no Itaú Cultural. quis por que quis ir naquela hora, naquele dia... e estava chovendo e frio e só tinha eu e cinco monitores de preto, crachá e bobs, em pé há 6 horas... e a exposição do Hélio, que chama Museu é o Mundo, com propostas de interações com as obras, com umas coisas que chamam penetráveis e outras parangolé que vc pode caminhar, vestir, ficaram um saco... a organização das coisas, a luz branca trincando, era super desconfortável... fazia muito tempo que eu queria ver um parangolé de perto... e foi como chegar no zoológico e a jaula do leão está vazia...
como é que a gente pega a obra de um cara que a gente admira e quer mostrá-la pros outros e aí tem que colocar dentro de um formato e no fim NÃO arruina tudo?
hum... vou tomar um chá mate pra ver se acho a resposta...
ah, mas teve uma coisa legal! bastante mórbida, mas legal. o Hélio teve um morte horrível, teve um derrame sozinho em casa e não conseguiu chegar até o telefone, ele foi encontrado uns dias depois, deitado no chão, congelado com a mão estendida em direção ao aparelho. e tem um vídeo dele em casa, falando no seu telefone vermelho-almodóvar...

Um comentário:

  1. Não entendi direito sua reflexão...
    Mas pensei no nome da exposição: "Museu é o mundo˜.
    Minhas primeiras impressões e ˜vistas˜ e ˜admiros˜ do contato com a obra do Galeano é que ele pega um "material de Museu"- coisas estagnadas em um livro de história- e "veste", e "usa" e "desusa" e transforma... é isso que me encanta...
    Como ele mesmo diz, não existe um compromisso com gêneros e objetividades. Mas o que aconteceria se no final tudo tivesse que se devolver? Lembraríamos que no fundo é o mundo que está em um Museu? O Museu está em des uso, mas e as vitrines?
    Ok. Ha que se saber o momento de parar...
    Abraços
    Isis

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