Bem vindo ao Blog Según Galeano do Teatro de Senhoritas. Según Galeano é o novo processo do Teatro de Senhoritas. Estamos explorando o universo do escritor Uruguaio Eduardo Galeano através de "Missões" criadas por nós, ou sugeridas pelos colaboradores. Todo processo está sendo registrado aqui. As Missões estão escritas ao lado. Os vídeos estão nas páginas acima. Convidamos você a participar, comentar, questionar, sugerir missões e reflexões.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Surgiu um sarau...

Pensando no "luxo" do processo de criação... as senhoritas decidem transformar esse processo em um Sarau com histórias do Galeano.
Por um lado, a pesquisa em torno do tema caminha e nós ganhamos intimidade ao escolher e contar contos. Por outro, o contato com público permite outros tipos de experimentação e nós temos um produto mais concreto para viabilizar o ganha pão.
Assim surge o "Sarau à La Carte"...
Os primeiros passos foram dados:
- Depois da escolha dos diversos "menus" temáticos, escrevemos um breve release do "Sarau a la carte";
- Escolhemos os "ingredientes" para cada menu;
- Começamos os estudos e ensaios dos primeiros contos que serão narrados.
Curioso?
Aguarde...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Processo Criativo - um artigo de luxo?

Eis que estamos novamente em processo de criação... sem espaço, sem direção, sem dinheiro e com algumas idéias na cabeça. Porém, o que mais ocupa minha cabeça são todas as outras coisas que eu faço para poder fazer o meu processo, mas que não me permitem pensar no processo.
Ò que drama e que dor!
Eu nem consigo raciocinar, artisticamente, o que eu pretendo com o novo espetáculo. Voltei na vontade primeira, lá, dentro de uma barraca de acampamento no 31 de dezembro de 2006, quando resolvi que ia fazer uma solo de textos do Galeano, e a vontade era: vou fazer um trabalho sozinha, com coisas que eu gosto muito, pois se eu apresentar por R$ 200,00 já é meio aluguel. A coisa foi mudando de figura, mas hoje - junho de 2010 em um intervalo entre uma aula de substituição que caiu do céu (mas que me fez perder a aula do mestrado) e uns bicos que arrumei - quando sento pra escrever sobre o processo do novo trabalho, só penso que processo é um artigo de luxo, luxo que nesse momento não posso me dar!!
E aí paro pra pensar:
Como nós fizemos o Divas? O que me movia? Fazer uma peça que seria o boom das Senhoritas, um marco no teatro nacional e que teria na platéia, na grande noite de estréia, as grandes estrelas do teatro paulistano, emocionadas, aplaudindo e depois eu e a Isis concorreríamos juntas ao prêmio Shell de melhor atriz daquele ano... Infantil? Piegas? Real...
Como nós fizemos o Ana-me? Primeiro eu estava ajudando a minha amiga, que foi incrível comigo no meu projeto-sonho, a realizar o projeto(-sonho?) dela, depois eu estava fazendo a segunda peça da companhia, a que era mais vendável, formando nosso repertório, sem a ilusões do Divas, uma peça consistente, bonita, bem feita.
Agora a gente se propôs a fazer uma coisa pelo fazer da coisa, já que temos duas peças pra vendar e vende pouco, pra quê mais uma? Mas como fazer pelo prazer do fazer se o não vender não deixa?
Tem dias que eu me vejo a beira de desistir. Olho pras coisas sem amor. Acho, agora, que nós três olhamos pras coisas sem amor. Talvez devêssemos perder a vergonha, que eu pelo menos adquiri, de sonhar com noites de estréia com a platéia repleta de velhinhas incríveis. Mas agora eu não consigo. Agora eu só quero algo que me dê 150,00 num fim de semana e que não seja cuidar do evento dos outros ou colar cartaz das peças dos outros ou produzir o trabalho dos outros...
Como existir além do meu mundo particular? Através de um blog? Escrever aqui é uma forma de expressão... ou uma falsa impressão?
E desculpem a rima pobre, foi inevitável...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Estudos no feriado

Eis que a srta. Isis aproveita o feriado para estudar e contar uma história para a família... O dia em que empurraram o céu para cima na página da 4ª missão.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Reorganização

Estamos reorganizando o blog para facilitar a visualização do processo. Ainda está um pouco confuso e embaralhado, mas todos os vídeos já estão nas páginas acima.
beijos

sábado, 29 de maio de 2010

De Volta à 2° Missão - O que são "questões"?

Bom,
Já há temos, eu queria postar um texto sobre o que são as questões que nós utilizamos para a realização da 2° Missão: “Elaborar questões a partir dos episódios do programa da TV espanhola TVE La Vida Segun Galeano.

As senhoritas participaram - durante a graduação na Unicamp e posteriormente na Zero Zero Cia de Teatro - da criação de diferentes espetáculos inspirados no processo de criação da coreógrafa alemã Pina Bausch. Um dos 'procedimentos' utilizados nesses processos foi a criação de cenas a partir da resposta de 'questões'. Não existem grandes explicações sobre o que é isso, nem como deve ser 'aplicado'. Mas nesses diferentes trabalhos, fomos nos apropriando desse processo de criação e reinventando-o segundo nossas necessidades.

No livro “Pina Bausch”, Fábio Cypriano fala brevemente sobre isso. É um texto que ajuda a ilustrar um pouco a origem das questões e a abordagem sobre elas:

“Nas palavras de Bausch: ‘Utilizei, além dos bailarinos, vários atores, e percebi que não podia criar a partir de evoluções do corpo, mas sim da cabeça, e por isso comecei a fazer perguntas sobre o que o grupo pensava do texto e o vínculo com a vida pessoal de cada um. Percebi que isso funcionou muito bem, e desde então sempre utilizei perguntas’. (...)
Desde então, suas peças são criadas a partir de aproximadamente cem questões propostas a todos os bailarinos durante os ensaios. Segundo Regina Advento, dançarina da companhia: ‘Há três tipos de respostas: por palavras, por movimentos ou ambos. Não somos obrigados a responder todas, mas tudo o que respondemos é gravado em vídeo e depois algumas cenas são selecionadas e retrabalhadas individualmente com a Pina. É importante ressaltar que ela não acha correto afirmar que esse método é feito por improvisação, pois temos tempo para pensar e responder. Além do mais, tudo é revisto muitas vezes. Há até respostas, de texto ou movimento, que são repassadas a outros bailarinos. Em geral, não temos idéia de para onde o material vai, tudo é centrado na Pina.’ (...)
Não há, obviamente, qualquer forma de controle sobre as respostas apresentadas; o bailarino é livre para colocar-se no plano que achar mais adequado. Ele pode inventar histórias, mas, mesmo assim, parte de um imaginário concreto que expressa algum desejo pessoal. Muitas vezes, não são perguntas, mas apenas palavras. Para a peça Valsas, de 1982, por exemplo, algumas questões foram: ‘fazer uma armadilha a alguém/ consolar/ um jogo com o próprio corpo/ o que receberam dos seus pais/ renunciar/ verão/ preconceitos que nos fazem sentir marginalizados/ qualquer coisa de puro/ hinos/ uma poesia de amor/ atenção, o programa mudou’” (1)

A criação de cenas a partir de questões aparece sempre, com mais ou menos força, nos trabalhos do Teatro de Senhoritas. É uma inspiração e um "porto seguro" para ativar-nos como interpretes dentro das criações. E em breve podemos desenvolver reflexões sobre isso... por hora, fica a tentativa de esclarecer o que é isso.
As questões e as respostas da segunda missão estão postadas aqui no dia 15/04/2010 "Apresentações e elaborações"

Abraços
Srta Isis

(1)CYPRIANO, Fábio, “Pina Bausch”, CosacNaify, São Paulo, 2005.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Histórias contadas

Hoje nos reunimos e as Srtas Isis e Sandra contaram, enfim, um conto e cumpriram a missão!

Em breve colocaremos os registros e os contos....

Aguardem...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Voltamos!

Pois é, parece que nossas missões foram por água abaixo, né. Mas não é exatamente assim. Nossos prazos realmente não funcionaram para as últimas, pois os prazos para a entrega de projetos para os editais foram mais fortes e consumiram nossas atenções. Felizmente, concluímos mais essa fase, e, agora, é só esperar o resultado. E qual será? Ai, ai. Será que seremos surpreendidas?
Ontem nos reunimos para retomar nossos estudos e decidimos aliar a teoria à prática. Então na próxima segunda discutiremos o texto "Teatralidades Contemporâneas" de Silvia Fernandes, sugerido por Sandra.
Até mais. beijos. Dé.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tanto tempo sem postar, o que há?

Não, nós não desistimos do processo...
Nem desistimos de postar...

Decidimos focar um pouco na estruturação de projetos para enviar para o ProAC... Então, nossos esforços estão voltados para a produção. Porém, no nosso último encontro, começamos a apontar algumas questões para refletirmos sobre o desenrolar do Segun Galeano.

Qual é a função das Missões?
Qual é a ideia de compartilhar o processo no Blog?
Sentimos falta da "sala de ensaio", como resolver isso, dentro de nossa realizadade?
Como refletir mais sobre o processo?

Foram algumas das questões levantadas...
Se alguém tiver alguma luz? Ou mais questões...

Abraços

terça-feira, 4 de maio de 2010

Estudo do conto na aula

Hoje os materiais para o estudo sobre o conto foram: formas de kung fu, texto gravado, texto falado. A idéia de utilizar as formas (sem fidelidade às suas origens...) veio da associação com ordem e disciplina. Pode ser uma qualidade interessante para as palavras, espaço e formas... O texto foi gravado antes da improvisação para tirar da função do pensamento a lembrança das palavras e brincar somente com sua enunciação com os movimentos. Não houve preparação anterior para essa improvisação. O vídeo não é dos melhores momentos. rs. 

Meu colega de classe, Yiftah, fez observações bastante pertinentes:
- pensar na variação rítmica
- outras formas de relação com a platéia
- formar um quadro - estátua-viva
- proximidade e distanciamento
- contraste entre os movimentos diretos e bruscos com a dança realizada pela colega atrás;
- o fone como possibilidade cênica - contribuições para a poética
- como assumir acidentes e deixá-los influenciar no exercício
- selecionar palavras do conto e percebê-las tão fortes e abruptas quanto um golpe.

y así fue, después, la vida. en la guerra y en los amores: siempre volando, siempre rompéndose las costillas.
por que quien entra en le circo Firuliche, no sale nunca.

(la maronera - el libro de los abrazos - p. 216)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O que é isso?

Essa é uma improvisação com os materiais e ideias trabalhados na aula de pós. Onde isso vai dar?
beijos, Dé
"Os generais Imbert e Wessin y Wessin e outros generais da nação recuperaram o poder, favo rico de mel, com um quartelaço fácil na madrugada".
GALEANO, Eduardo. O século do vento. Trad. Eric Nepomueno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988. p. 218

Os Filhos de África

Essa é minha missão da semana passada. Eu consegui fazer apenas de um episódio e não elaborei uma questão, o título do episódio já é a questão em questão...
Bem, a questão: Os Filhos de África.

"Não o sabe o corpo, que nada sabe, nem o sabe a alma que respira, mas o sabe a alma que sonha, que é a que mais sabe: o negro que se mata na América ressuscita na África. Muitos escravos destas ilhas* se deixam morrer negando-se a comer ou comendo nada mais que terra, cinza e cal; e outros amarram uma corda no pescoço. Nos bosques, entre as trepadeiras que caem das grandes árvores pendem escravos que não somente matam,ao matar-se, sua memória de dores: ao matar-se também iniciam, em branca canoa, a viagem de regresso às terras de origem."
(Fragmento de Mueren acá, renacen allá - do livro Memória do Fogo - extraído de 100 relatos breves, p. 28)








Me vê uma improvisação. Quanto sai?

Hoje, faremos a primeira experiência com os materiais sugeridos na improvisação em sala de aula. E para isso, tivemos que comprá-los. Qual é o valor de uma produção? Qual será nosso orçamento? Quanto é uma improvisação que não aluga um local para ensaio e que não remunera as realizadoras? Aqui começa a nosso registro de gastos de bens de consumo.

GLICOSE YOKI 360g. - 4,25 x 1uni. = 4,25
RAINHA CORANTE    - 1,94 x 1uni. = 1,94
CORANTE ARCOLOR- 1,79 x 1uni. = 1,79
CAPA DE CHUVA       - 5,00 x 2uni. = 10,00
PLÁSTICO BOLHA     - 1,20 x 2 m.  = 2,40
PLÁSTICO                   - 5,50 x 1 m.  = 5.50

TOTAL GASTO = R$ 25,88 

(fora o material aproveitado de casa como bexiga, tecido, luvas de látex, toucas e máscaras)




sábado, 24 de abril de 2010

Reflexões acerca de formas de produção, contemporaneidade e cultura 2

Estamos orientados pelo desafio contemporâneo de fortalecer práticas culturais que incorporem a experiência do convívio com o diferente, oferecendo meios inusitados para a construção do novo. Sendo assim, pretendemos valorizar as experiências culturais que foram reprimidas ou esquecidas, e lutar para que elas sejam reconhecidas como riquezas que constituem nossa formação plural
Continuação das relexões que giram minha cabeça e encontraram voz no artigo "Por que educação e Cultura?" escrito por Maria Alice Setubal e Maurício Érnica na revista Cadernos Cenpec 2006 n. 1. Os trechos destacados em itálico foram retirados desse texto. 
Ir em busca de textos do Galeano é uma forma de buscarmos nossas origens? Saber um pouco mais da América Latina que nos rodeia; é ir em busca de raízes "esquecidas" ou não "aprendidas", enquanto olhávamos para um NORTE a seguir?
Me assusta perceber mais diferenças culturais viajando pelo sertão nordestino, do que pelas frias capitais Europeias. Me assusta responder, quase que sem pensar, que na minha opinião o que une o Brasil é a televisão. Me assusta não saber falar espanhol (numa terra cercada por países que falam castelhano), mas me virar bem em inglês.
O estudo do passado possibilita a compreensão e a ressignificação do presente e o reconhecimento de sujeitos, grupos, valores e processos sociais como integrantes e formadores do presente. (...)
Trata-se de viver um espaço de pertencimento, no qual a modernidade não consiste em começar tudo de novo, iniciar do nada, mas em sentir-se enraizado, pertencendo, apropriando e reelaborando a herança das gerações anteriores. O grande e necessário desafio é ser moderno a partir  dos legados que nos formam, legitimando a contemporaneidade.
Abraços
Isis 

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Reflexões acerca de formas de produção, contemporaneidade e cultura 1

Apesar do nome, são simples reflexões que rondam a minha cabeça e que encontraram voz na leitura do artigo "Por que educação e Cultura?" escrito por Maria Alice Setubal e Maurício Érnica na revista Cadernos Cenpec 2006 n. 1. Os trechos destacados em itálico foram retirados desse texto.

Por que fazer o Según Galeano nesse formato? Por que nossos ensaios começam agora com almoço, cafés e discussões? Por que não levamos mais roupa de "ensaio"? Por que registrar nosso processo e compartilhá-lo em um blog?
Já ha alguns anos, Débora coloca-nos a questão: "Por que não trabalhar com as condições que nos são colocadas?"

Escolher iniciar um processo assim vem de uma primeira ESCUTA sobre a situação concreta que nos rodeia. Não temos espaço para ensaio! Escolhemos, esse ano, não gastar o dinheiro (que não temos) alugando um espaço convencional para ensaiar. PERCEBEMOS que não temos necessidade de ter mais uma peça pronta para vender (já que temos espetáculos no repertório que têm muita dificuldade de circular, diante das possibilidades que se apresentam a grupos jovens como o nosso). Porém, o impulso da criação é praticamente vital e não tem o mesmo tempo do meios de produção.

Ou deveria ter?

"Trabalhar com cultura implica considerar os processos de produção, circulação e apropriação dos elementos culturais e dos discursos que os interpretam e valorizam."

O contexto de escrita dessa frase com certeza não é o contexto ao qual me refiro. Entretanto, os meios de produção fazem parte do produto artistico criado (já diria Pedro de Freitas em suas ideias para um mestrado inacabado). As condições reais de criação devem (e são) incorporadas ao resultado do trabalho. Então, por que tentamos driblar, omitir, negar nossas condições de criação, como se houvesse uma só forma certa de criar teatro nesse nicho ao qual queremos pertencer? Talvez, por uma vontade de mudar nossa situação, sem conformismos. Talvez por acreditar que existam modelos cor-re-tos. "Todos os grupos humanos se fazem com influências externas.", diz o texto ao qual me refiro, mas em seguida oferece uma nova chave "O isolamento e a tentativa de manter uma cultura estática e fechada em si mesma representam seu empobrecimento".

Assim, o Teatro de Senhoritas, na tentativa de ESCUTAR e AGIR sobre o espaço real que o rodeia tenta criar uma forma de existir, identificando sua origem (em amplos sentidos) e descobrindo novos espaços de contatos.

"Estamos orientados pelo desafio contemporâneo de fortalecer práticas culturais que incorporem a experiência do convívio com o diferente, oferecendo meios inusitados para a construção do novo."

Abraços
Isis

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cadê a 3ª missão?

Bem, pessoal, nenhuma de nós cumpriu rigorosamente a missão. A mais caxias foi a senhorita Sandra que, hoje, nos apresentou uma... como posso chamar... cena?, estudo?, brincadeira?, síntese?, questão?, material?... Enfim, tá registrado! Além disso ela pensou na próxima missão: contar um conto.
Fora isso, tivemos aula de espanhol!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Exposição

Dá uma vergonhazinha no meu euzinho ao vê-lo exposto aqui... Eita coisinha! Déborazinha

Aula na pós

Este semestre sou aluna especial da pós-graduação da ECA. Curso a disciplina Seres Ficcionais: identidade e alteridade, ministrada pelo prof. dr. Matteo Bonfitto. Ela se propõem, antes de mais nada, a pensar sobre a prática. Toda a reflexão e discussão teórica provém ou está em diálogo com a lógica da prática.
Para isso, a aula se divide em duas partes, e é sobre o primeiro momento que relato. Foi pedido para que nós escolhessemos materiais que nos mobilazassem para a criação. Meus materiais são: filmadora e contos do Galeano. Hoje foi o começo e aqui estão algumas anotações...

Considerações sobre o material câmera: objeto que filma, captura / amiga de diálogo/ substituição do texto escrito / filmar apenas o que eu chamo de resultado? / como utilizá-la como extensão de mim? / parte da linguagem / trabalhar com as limitações e utilizá-las como potencializadores / enquadramento / brincar com molduras.

Abri o livro "O século do vento" em uma página quaquer. Li "crônica de costumes da América Latina", p. 217, enquanto escutava mantras no mp4. Choque entre estados. Poder-sangue-armas X Respiração-mel-mantras.

Uma coisa muito legal é ver a imagem registrada. Lá está escancarado o não-controle. Apesar da minha imaginação, sensação, envolvimento, vontade, etc, um outro ator brinca atrás de mim, compondo um quadro, um jogo. Achei muito divertido ver que muitas vezes ele parece que está no meu abdômen, outras vezes surgem mãos, pés, desenhos... O material filmado é um material diverso e independente. O que fazer com ele?  O som está bem baixinho porque tinha bastante gente na sala...

é isso. experimentando outra forma de exposição...beijos. Dé

sexta-feira, 16 de abril de 2010

As inspirações

As questões foram inspiradas em alguns episódios do programa La Vida Según Galeano, da TVE.
A Débora e Isis fizeram as questões delas baseadas em Los Niños. Eu fiz a minha baseada em Mapamundi
Quem carinhosa e pacientemente baixou os episódios desse programa foi o Diego... Aí estão os vídeos:
parte 1:

parte 2:

parte 3:


MAPAMUNDI
parte 1:

parte 2:

parte 3:

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Apresentações e elaborações

Hoje nos reunimos para apresentar nossas missões, e a senhorita Isis pediu que elaborássemos mais duas questões: "Mãos que acariciam. Mãos que aterrorizam" e "Direitos humanos começam em casa". Tudo foi filmado e estão na página 2ª missão...
"Por que nosso norte deve ser o sul"
"Mãos que acariciam. Mãos que aterrorizam"
"Direito humanos começam em casa"

já já

a minha vai ser ao vivo! hahahaha
hj a tarde vou apresentar a resposta e filmamos e postamos.
voltei na exposição do Hélio Oiticica. dessa vez com meu amigo Dalmir. o pessoas de preto, crachá e bobs seguiam na mesma, mas havia mais pessoas (estava sol e era de tarde...). e dessa vez entrei nos penetráveis sem constrangimento e no fim a gente se jogou numa sala deliciosa, com colchões, Jimi Hendrix e umas projeções do  Hélio fazendo umas experiências com pó em umas fotos. muito bom! e para maiores de 16 anos... ah, o melhor: vc ganha uma lixinha de unha pra entrar nessa sala.... perfeito!!! quero voltar lá, pra ficar na sala escura vendo fotos loucas e ouvindo música e lixando as unhas...

a senhorita e a tecnologia

Juro que formulei uma questão, ao ver o episódio Los Niños, e a resposdi. Mas o upload do vídeo está apresentando falhas. Essa tecnologia é o máximo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Como diria Portinari

O prazo para a próxima missão está se esgotando e cri cri... cri cri. As senhoritas saíram! - dizem as senhoritas.

sábado, 10 de abril de 2010

Reflexões e dúvidas

Bom,
depois daquele dia do ensaio pensei muito no Galeano. Pensei muito no filme, no quanto isso me emocionava, me intrigava, me indignava, me inspirava.

Resolvi mergulhar na leitura do "Memórias do Fogo I - Nascimentos", que é o volume que está comigo (cada uma das três senhoritas ficou com um volume da triologia). Resolvi que eu deveria ler os contos na sequência e começar a entender melhor os personagens dessa História que começa com a "Descoberta do novo mundo".

Comecei a separar uns contos que mais me tocavam (são muitos) e anotar em um papelzinho que veio junto com o livro- a Sandra, quem me emprestou o livro no fim do ano passado (agosto, setembro?), tem o hábito de anotar os contos que mais gosta em uns papeizinhos. Percebi que são praticamente os mesmo contos que ela anotou... (risos).

Bem, entrei de novo no estado de emoção descrito acima.

Muitas dúvidas surgiram em certo momento, recorri à carta "peça ajuda a um amigo"... bom escrevo as indagações e as respostas do amigo...

Abraços
Srta Isis

México - Por volta de 1510. Começam vários contos sobre Montezuma e Quetzalcóatl... não consigo entender direito quem são eles: SANDRA!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

então eu fiz uma reflexão (como diria a Gi Petty)

ontem depois do encontro-ensaio-café-filme fui ver a exposição do Hélio Oiticica no Itaú Cultural. quis por que quis ir naquela hora, naquele dia... e estava chovendo e frio e só tinha eu e cinco monitores de preto, crachá e bobs, em pé há 6 horas... e a exposição do Hélio, que chama Museu é o Mundo, com propostas de interações com as obras, com umas coisas que chamam penetráveis e outras parangolé que vc pode caminhar, vestir, ficaram um saco... a organização das coisas, a luz branca trincando, era super desconfortável... fazia muito tempo que eu queria ver um parangolé de perto... e foi como chegar no zoológico e a jaula do leão está vazia...
como é que a gente pega a obra de um cara que a gente admira e quer mostrá-la pros outros e aí tem que colocar dentro de um formato e no fim NÃO arruina tudo?
hum... vou tomar um chá mate pra ver se acho a resposta...
ah, mas teve uma coisa legal! bastante mórbida, mas legal. o Hélio teve um morte horrível, teve um derrame sozinho em casa e não conseguiu chegar até o telefone, ele foi encontrado uns dias depois, deitado no chão, congelado com a mão estendida em direção ao aparelho. e tem um vídeo dele em casa, falando no seu telefone vermelho-almodóvar...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Algumas impressões soltas

Todas conseguiram, com mais ou menos, dificuldade realizar sua primeira missão. Hoje assistimos juntas o filme "El Siglo del Viento", do argentino Fernando Birri (baseado no livro honônimo do Galeano, terceira parte da trilogia "Memórias do Fogo") e elaboramos nossa próxima missão. 

E agora gostaria de registrar e compartilhar algumas impressões, reflexões e "achismos" pessoais desta tarde:
as histórias pessoais são as histórias sociais
será que é estado ou capital?
cultura brasileira? capoeira, futebol, caipirinha, feijoada... resposta rápida e fácil. Comprei, é claro!
gaúcho e seringueiro alguma coisa em comum

lembrei que quando eu era pequena, fui para campos do jordão. E lá, subi o pico do itapeva. Minha mãe me disse, na época, que aquele era o pico mais alto do estado de São Paulo e que eu deveria falar para minha professora que eu tinha estado lá. Mas, eu não disse porque não acreditei que o pico do livro e suas araucárias habitavam a realidade.

Até a próxima



Juana aos 7 anos

Bom, pessoal,consegui!

A filmagem está cortando o meu queixo, mas todas as outras que eu fiz ficaram piores pr algum motivo, ou incompletas, ou escuras, ou com a voz do meu sobrinho atrás.
É uma primeira tentativa, será melhorada em breve! Mas foi uma vitória hehe.

Esse conto chama-se "Juana aos sete anos", faz parte do Livro "Memórias do fogo I- Nascimentos", pág 344, Nova Frnteira 1986.

Esse conto faz parte de uma sequência de contos sobre a Juana.

A escolha dele não vem de agora... comecei a escolher esse conto no fim do ano passado...

Bom, chega de justificativas...
Abraços Srta Isis

Antes tarde do que nunca?

Ok!
Meu prazo já terminou... mas nossa reunião é só à tarde e eu estou tentando postar o vídeo antes disso... mas ele não pára de carregar...
Horas carregando... Será que conseguirei? Ou serei "a senhorita que não cumpriu a missão", e terei que me redimir disso para sempre? Oh my God!
Srta Isis

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Consegui? Consegui!

HAHAHA, consegui! O conto é do livro dos abraços, definição da arte. UFA!!!

Não rolou

Tentei muitas vezes e de muitas formas diferentes e não consegui colocar o vídeo no youtube. Não entendi nada e perdi o prazo para completar a  primeira missão... beijos Dé

Minha Primeira Postagem

Rs,
Bom, essa é minha primeira postagem!
Não só nesse blog... (rsrs) Isso quer dizer que nunca fiz isso antes e os risos são "nervosos". Rsrs
Tentei ver o vídeo do Galeano... ele não rodou no DVD.
Ainda não consegui instalar minha webcan. Sandra me disse que eu poderia filmar pela câmera fotográfica e depois postar... Câmera descarregada... rsrs...carregando... ou seja, tenho que vencer muitos desafios internéticos midiáticos... e eu alimentei essa ideia. Onde eu estava com a cabeça? Conseguirei cumprir minha primeira tarefa a tempo?
Acompanhar as dificuldades faz parte da construção do processo?
Por hora, posto um texto do Galeano já utilizado por mim nos meus escritos sobre a contação de histórias e em alguns outros projetos:
Abraços
Srta Isis

“Dizem que quando os contos soam, as palavras não se preocupam em crescer, e os pássaros esquecem a comida de seus filhotes”

terça-feira, 6 de abril de 2010

Não consegui ainda...

É pessoal, não tá rolando... Por algum motivo, a gravação direta da webcam do youtube não fica completa. Grava menos de um minuto. Sei lá. Então, dessa vez, terá que ser do jeito mais demorado - enviar vídeo do pc para o youtube, e como a conexão é de 200k vai ser a noite toda... Se alguém puder me ajudar para as próximas vezes, eu agradeço. Boa noite e aguardem, amanhã, as novidades. Dé

Missão quase cumprida

Hoje, cumpri minha missão e li um conto para minha webcam. Situação engraçada! Mas, por enquanto, ainda estou descobrindo os poderes secretos do youtube. Ele me disse que o vídeo está sendo processado... Então temos que aguardar. Irei treinar e, quem sabe mais tarde, consigo postá-lo. Até. Débora.

domingo, 4 de abril de 2010

MAPA 'As grandes navegações II'

Um googlemap com locais pertinentes para novo trabalho do Teatro de Senhoritas e apoio na hora que falhar a memória geográfica!!


Visualizar As grandes navegações II em um mapa maior

Tamara voa duas (1ª missão)

Primeira leitura...e minha cara de domingo de páscoa...
Escolhi esse pois sempre me emociono quando leio. Sempre!
Muitos me emocionam, muitos eu adoro, muitos dizem o que eu queria dizer mas não sabia que era isso que queria dizer... mas resolvi começar por esse, já que foi pela emoção que a obra do charmoso velhinho del paísito me fisgou!
Sandra

sábado, 3 de abril de 2010

1ª missão

Para começar, estipulamos uma primeira missão que as senhoritas têm que cumprir até dia 07/04.
As senhoritas devem ver episódios do programa da tv espanhola TVE "La Vida Según Galeano" e o filme "El Siglo del Viento", do argentino Fernando Birri (baseado no livro honônimo do Galeano, terceira parte da trilogia "Memórias do Fogo") e registrar, no blog, de alguma forma (vídeo, texto, voz, foto...) um conto escolhido.